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domingo, 29 de janeiro de 2023

Dom Angélico - O bispo "andarilho", profeta dos pobres e da justiça completa 90 anos



O Coletivo Popular Judeti Zilli deseja um excelente domingo.
Em breve entregaremos a homenagem ao nosso querido Dom Angélico. O Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior faz uma belíssima reflexão em comemoração ao aniversário de 90 anos de Dom Angélico neste semana.
Ontem, 22 de janeiro de 2023, na paróquia de São Judas Tadeu, no Jardim Miriam, acolhidos com tanto zelo pelo padre Toninho, estivemos agradecendo a Deus a vida do bispo Angélico. Ele tem como mote episcopal: Deus é amor. Dom Angélico Sândalo Bernardino completou 90 anos e nove meses de vida no dia 19 último. Havia tanta gente cantando, rezando, vivendo a festa da Eucaristia! Ministro de Estado Paulo Teixeira, deputada Federal Luiza Erundina, deputado estadual Paulo R. Fiorillo, professora Ana Flora, biblista eminente, Prof. Wagner Lopes Sanchez, da pós graduação da PUC-SP com a esposa Luzia, povão do Leste e do Oeste da cidade, religiosas (entre elas a irmã Sueli Aparecida Belatto, das cônegas de Santo Agostinho, vinda direto de Brasília-DF para ali estar), tantas leigas, ministros, presbíteros, amigos e a família angelical vinda de Piracicaba.
Como não dizer o nome do bispo e irmão querido ali presente, dom Pedro Luiz Stringhini, vindo de Mogi das Cruzes, com palavras nascidas no fundo da alma para comungar o amor luminoso da Igreja em festa.
Ao ver tanta gente me passou pelo pensamento aquele trecho de Santo Agostinho, nas Confissões, livro X, 6, onde o bispo de Hipona escreve:
“Mas, que amo eu quando te amo? Não uma beleza corporal ou uma graça transitória, nem o esplendor da luz, tão cara a meus olhos, nem as doces melodias de variadas cantilenas, nem o suave odor das flores, dos unguentos, dos aromas, nem o maná ou o mel, nem os membros tão suscetíveis às carícias carnais. Nada disso eu amo, quando amo o meu Deus. E contudo, amo a luz, a voz, o perfume, o alimento e o abraço, quando amo o meu Deus: a luz, a voz, o odor, o alimento, o abraço do homem interior que habita em mim, onde para a minha alma brilha uma luz que nenhum espaço contém, onde ressoa uma voz que o tempo não destrói, de onde exala um perfume que o vento não dissipa, onde se saboreia uma comida que o apetite não diminui, onde se estabelece um contato que a sociedade não desfaz. Eis o que amo quando amo o meu Deus.”
Aplicando tal pensamento ao amigo Angélico quis me colocar a questão: Quem nós amamos quando amamos ao filho querido da cidade de Saltinho de Piracicaba?
Em primeiro lugar, amamos Duílio e Catarina, pais de Angélico. É raro que ele não diga o nome de seus amados progenitores. Isso é tão belo e uterino. Uma vez perguntei a um grupo de seminaristas que viviam quatro anos juntos em uma casa de formação se sabiam os nomes dos pais de seus colegas de moradia. Ninguém soube dizer o nome de nenhuma das outras mães. Achei tão estranho!
Dom Angélico fala com tanto amor de seus pais que nos convida a falar dos nossos e assim trocamos raízes e histórias de nossas famílias. Amamos Angélico por nos ensinar a falar do pai e da mãe.
E por ter sempre consigo sobrinhas, parentes, irmã Carmen Julieta, padres que lhe querem muito e povo que sabe que tem nele um bispo com cheiro de ovelhas e de flores. Ah! Ele mora no Jardim Primavera!
Em segundo lugar, amamos as lutas e os compromissos da Igreja junto aos empobrecidos. Sempre haverá um abraço forte, um beijo no rosto ou na testa e um carinho personalisado para as pessoas mais simples e aos/às trabalhadores/as. Aprendemos a colocar no centro das missas e das pastorais os últimos da cidade e da sociedade. Ninguém se sente excluído, pois na missa e as orações de Angélico, cabem todos. Todos e todas. Esse amor sem fronteiras nem paredes. Amor que constrói pontes e não se fixa insensível às normas e leis que sufocam e enrijecem os corações. Amor que luta, sem perder a ternura jamais. Fora do amor, não há salvação.
Em terceiro lugar, amamos a esperança rebelde e teimosa. Dom Angélico sempre traz marcado a fogo a memória de profetas como dom Paulo Arns, dom Luciano Mendes, dom Helder, Frei Gorgulho, padre Toninho orionita, Santo Dias da Silva, Madre Cristina do SEDES SAPIENTIAE, Alexandre Vannuchi Leme, Madre Maurina, Manoel Fiel Filho, padre Ticão, Carlos Strabelli e tantas gentes que marcaram a sua vida em Ribeirão Preto, em São Miguel Paulista, na amada Brasilândia (que ele as vezes chama de Brasalândia – o fogo de Deus), e em Blumenau, na sua Bela e Santa Catarina. Dom Angélico pouco fala de si. Terá feito terapia para evitar tanto narcisismo clerical? Ou seria uma reza forte mergulhando em seu interior para saber-se conhecedor de suas belezuras bem como de suas fragilidades? Creio que siga buscando Deus nas estradas e meandros da vida. Ao buscar Deus, Angélico não se perde. Deus se deixa encontrar e lhe confidencia segredos de amor. Ao falar de companheiras/os de viagem, faz a travessia nas águas do mar da vida conduzido pelo Espírito do Ressuscitado. Cantamos com suave alegria a melodia do Roberto, emocionados: Meu querido, meu velho, meu amigo!
Em quarto lugar, amamos ao ver Angélico seu modo despojado de ser bispo. Nenhuma atenção às pompas e títulos. Cuidado reverente e emoção profunda na Eucaristia, sem brilhos nem lantejoulas. Seu cajado é sempre o braço amigo de um padre para cuidar das ovelhas e não permitir a sanha voraz dos lobos. Sua mitra é sempre o carinho e o afago de algum operário ou mesmo trabalhadora. Seu anel é sempre a aliança com os pobres. Dom Angélico foi ordenado bispo para viver “anzolado” com os pequeninos. A singeleza de sua presença deixa o Cristo resplandecer. Sem magia. Pura graça divina. Gratuitamente. Ele fala do amor a Jesus apaixonadamente. Toca nossos corações e mentes com a palavra jornalística bem burilada e direta. Não há firulas nem meias-palavras. Não há diversionismo. Angélico vai direto ao ponto. Basta dizer que o padre Júlio Renato Lancellotti o tem como um pai espiritual, assim como dezenas de padres e leigos e religiosas pelo Brasil todinho. Angélico fala de Deus falando de corpos, de desejos, de pães e de utopias. O Cristo de Angélico é sempre o Jesus Ressuscitado que caminha animando-nos, encorajando-nos, alegrando-nos, desejando ser mastigado e tornar-se corpo em nossa carne e corações. Isso talvez ajude a entender o porquê de Angélico ao ser nomeado bispo auxiliar pelo santo padre Paulo VI ter sido indicado bispo titular de Tambeae, região da Bizancena, estabelecida em 1933, ao norte da África.
Quem havia sido bispo da mesma titularidade episcopal, como auxiliar, antes de dom Angélico foi São Oscar Arnulfo Romero y Galdamez, mártir de El Salvador. Que inusitada conexão amorosa ser Angélico o imediato sucessor do bispo mártir da América Latina! Só o amor explica! Nem Freud conseguiria. Enigma celeste providencial!
Em quinto lugar, amamos em nosso amigo e irmão Angélico suas fragilidades e doçuras humanas. Sabemos que a sua coluna dói, que suas vistas estão se esvaindo, e ainda assim ele está conosco cutucando, falando e tocando cada um e uma como irmão e irmã de Jesus. Sentimo-nos família angelical. Até Dilma e Lula foram atraídos por esse amor e carinho paternal. Quem não?
Afinal, quem amamos quando amamos dom Angélico, senão o próprio Deus que se faz sinal e sacramento nas vidas que nos cercam e alimentam nossa frágil esperança. Para saber quem é Deus é preciso olhar Jesus. Só Jesus revela o Pai. Sem olhar a humanidade de Jesus nunca chegaremos a divindade de Deus. Só há uma porta para o divino: o humano de Jesus. Gente como Angélico nos mostram esse portal de fé e luz. Esse portal é revelado por Deus aos santos e aos místicos. E os amados de Deus nos confidenciam esse segredo nada secreto. Deus é Amor.
Amamos Angélico por essa sua personalidade amorosa, por seu carisma e audácia jornalísticos, pela clareza política e, sobretudo pela leveza espiritual.
Amamos Angélico por seu amor radical a Jesus. Amamos Angélico por seu amor ecumênico à Igreja de Jesus. Amamos Angélico por que esse amor nos conecta com o Deus Abbá-papaizinho, fonte de compaixão. Amamos Angélico, pois ele caminha ao lado do papa Francisco com a convicção fraterna de um novo modo de ser Igreja missionária e sinodal. Graças a Deus temos esse perfume do Sândalo para nos fazer inspirar o perfume de Cristo e sermos ungidos para a luta.
Quem não sente o perfume de Jesus na companhia de Angélico? Angélico vem sempre com a bateria carregada em mil volts divinos! Damos graças a Deus pelos 90 anos e nove meses.
Coragem!
Esperança sempre!
ado. ado. ado. Muito Obrigado.
Texto: Fernando Altemeyer




 

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Base de Apoio Comunitários do Heitor Rigon abandonada é tema de CEE na Câmara de Ribeirão

 


O Coletivo Popular Judeti Zilli (PT) participou na tarde desta segunda-feira (09/05/2022), da Sessão de Instalação da Comissão de Especial de Estudos (CEE) sobre a Base de Apoio Comunitário (BAC) no bairro JD Heitor Rigon. A instalação da CEE visa estudar, apurar e examinar as razões pelas quais a Base de Apoio Comunitário foi abandonado por duas décadas.

Integram a CEE, os mandatos Ramon Todas as Vozes (Presidente e Relatoria), França e o Coletivo Popular Judeti Zilli. Nesta Sessão, também foi definido o cronograma de reuniões e trabalho pelos próximos 90 dias.

Vale lembrar que a Base de Apoio Comunitário do JD Heitor Rigon foi construída no início dos anos entre 2002 e 2004 com o objetivo de funcionar como espaço de promoção de atividades educativas e culturais voltadas à comunidade residente de seu entorno, tais como aulas de informática, biblioteca, serviços assistenciais e atividades comunitárias.

Chama a atenção que a Base de Apoio Comunitário abandonada há 2 décadas e demolida há alguns anos, fica localizado atrás de uma Unidade de Saúde da Família, único posto de saúde do bairro e que atende também a população dos bairros vizinhos, tendo gerado inúmeros problemas e transtornos para a vida cotidiana de quem reside no bairro.

O fato do prédio ter sido demolido há alguns anos, redundou em escombros. Devido a isso, o local vem apresentando problemas, como, escorpiões, mato alto, lixo, cobras, mosquitos da dengue, e também, tornando o espaço em potencial para esconderijos de assaltantes, elevando o risco de insegurança próximo ao local.

A vereadora Judeti Zilli e o Co vereador Danilo Valentim, professores, do Coletivo Popular Judeti Zilli acompanham a situação da Base de Apoio Comunitário de perto há 1 (uma) década, pois trabalham e trabalharam em uma escola de educação infantil da Rede Municipal de Ensino (EMEI Ruy Escorel) localizada no bairro, e o que se observa e constatasse é que existe um processo de desfavelização direcionada para a região norte, e uma das áreas que tem sido direcionadas essa população é o JD Heitor Rigon.

Aumentou-se, consideravelmente, o número de moradores e crianças nesta região, mas os aparelhos públicos são os mesmos. Os aparelhos públicos existentes já eram precarizados e sucateados para receber a demanda que existia, inclusive aparelhos públicos abandonados como a Base de Apoio Comunitários, com o aumento da população nessa área, o que é visível, resulta numa superlotação dos espaços existentes, e a falta de acesso aos serviços públicos.

Por fim, essa região é carente de aparelhos públicos, como, praças, parques, postos de saúde, escolas e zeladoria.


Dia da Cozinheira, 10 de maio


O Dia da Cozinheira, dia da 10 de maio é uma forma de homenagear anualmente o profissional que se dedica a preparar refeições deliciosas com técnica e dedicação.

sábado, 16 de abril de 2022

A paz inquieta - triunfa na Páscoa


Dá-nos, Senhor, aquela PAZ inquieta
Que denuncia a PAZ dos cemitérios
E a PAZ dos lucros fartos.
Dá-nos a PAZ que luta pela PAZ!

A PAZ que nos sacode
Com a urgência do Reino.
A PAZ que nos invade,
Com o vento do Espírito,

A rotina e o medo,
O sossego das praias
E a oração de refúgio.
A PAZ das armas rotas

Na derrota das armas.
A PAZ do pão da fome de justiça,
A PAZ da liberdade conquistada,
A PAZ que se faz “nossa”

Sem cercas nem fronteiras,
Que é tanto “Shalom” como “Salam”,
Perdão, retorno, abraço…

Dá-nos a tua PAZ,
Essa PAZ marginal que soletra em Belém
E agoniza na Cruz

E triunfa na Páscoa.
Dá-nos, Senhor, aquela PAZ inquieta,
Que não nos deixa em PAZ!


Dom Pedro Casaldáliga, poeta e bispo 

quarta-feira, 23 de março de 2022

Professora promove curso de português para estrangeiros refugiados em Ribeirão Preto

Thiago Scatena, Danilo Valentim, Maria Helena, Judeti Zilli, Murilo Carneiro, Silvia Diogo e Paulo Honório

O Coletivo Popular Judeti Zilli (PT) recebeu no gabinete uma visita muito especial e inspiradora, o professor e amigo Murilo Carneiro, que nos apresentou a professora Maria Helena da Nóbrega, da FEA USP, que está desenvolvendo um belíssimo trabalho com refugiados, aqui na cidade de Ribeirão Preto, com curso de Português e cultura brasileira para falantes de outras línguas.

Maria Helena nos contou que o trabalho começou em janeiro, com a intenção de dar maiores condições de vida e oportunidades as estas pessoas que sofrem todos os tipos de exclusão e preconceito. O trabalho consiste em alfabetização e língua portuguesa para estrangeiros, o que, naturalmente, desencadeia para outras habilidades e necessidades dos participantes. As aulas acontecem aos sábados no auditório da biblioteca Sinha Junqueira. 

Para nós do Coletivo, o cuidado com a pessoa humana em todos os aspectos é uma missão, e nosso mandato tem por princípio a obrigação de acolher e incentivar estas iniciativas.

Ribeirão Preto vai receber um Centro de Cidadania LGBT+


O Centro de Cidadania LGBT+ é um projeto resultado da luta do ativista Fábio de Jesus e do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual (CMADS), que por intermédio de uma emenda parlamentar de 100 mil reais do Deputado Federal Nilto Tatto (PT), vai se concretizar.

O Centro de Cidadania LGBT+ vai possuir três eixos de ação:
1º) Psicológico;
2º) Jurídico;
3°) Mercado de Trabalho, todos voltados para a população LGBTQIAP+ de Ribeirão Preto e região.

O Centro de Cidadania LGBT+ será o primeiro projeto do tipo fora da Capital, e esperamos que após o término da emenda o projeto se consolide como uma política pública fixa no município. 


A previsão da inauguração do Centro de Cidadania LGBT+ é de abril de 2022. Acompanhe mais esse importante projeto em nossa cidade. Em 2021 o mandato Coletivo Popular Judeti Zilli protocolou requerimento via Câmara Municipal cobrando informações sobre o Centro de Cidadania LGBT+, que pode ser visto no link: 
Requerimento Nº 8366/2021 Requer informações à SEMAS sobre o Pregão Eletrônico nº278/2021 (Serviços de Atendimento à População LGBTQIA+)

O assessor parlamentar Thiago Scatena do Coletivo Popular Judeti Zilli (PT), que está como presidente do CMADS - Conselho Municipal Atenção Diversidade Sexual e está acompanhando de perto o desenvolvimento do projeto acompanhou a visita.

segunda-feira, 21 de março de 2022

Corpo de Bombeiro e Defesa Civil serão notificados para avaliar problemas na área do Parque da Pedreira Santa Luzia em Ribeirão Preto


O mandato Coletivo Popular Judeti Zilli recebeu denúncia de membros do Movimento pela implantação do Parque Ecológico na Pedreira de Santa Luzia no bairro Vila Monte Alegre e moradores do entorno, sobre a situação do Parque e a preocupação com o risco de erosão e desabamento de parte do Parque, devido abertura de trecho anexo à Pedreira de Santa Luzia, na Rua Curupaiti.
Corpo de Bombeiro e Defesa Civil serão notificados para avaliar problemas na área do Parque da Pedreira Santa Luzia em Ribeirão Preto.

Veja a integra do Requirimento n°1699/2022 AQUI








quarta-feira, 16 de março de 2022

"Ribeirão Preto e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU"

O mandato Coletivo Popular Judeti Zilli (PT), através do assessor parlamentar Thiago Scatena, participou nesta quarta, dia 16, da abertura solene do Projeto "Ribeirão Preto e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU" e do Seminário "Educação de Qualidade", que contou com uma apresentação da Escola do Parlamento realizado pelo servidor da Câmara Edgar Prandini. O evento foi realizado na Faculdade de Direito da USP. O Coletivo tem com atribuição a coordenação da Escola do Parlamento e acredita que a interação entre universidade e a Câmara Municipal é fundamental para uma construção coletiva de melhorias na cidade.

segunda-feira, 14 de março de 2022

Terra, trabalho, direito de existir



Terra, trabalho, direito de existir.
Mulheres em luta não vão sucumbir
Nos aromas da jornada nacional de luta das mulheres, e preciso homenagear e seguir o legado de nossas companheiras que deram suas vidas pela luta!
Por Neusas, Marielles, Fátimas e Luanas, nem um minuto de silêncio e toda uma vida de luta!

Uma linda homenagem à Neusa Paviato.
Fonte: MST São Paulo
Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. (Cora Coralina)
Neste 13 de março, nossa querida companheira Neusa Paviato completaria 62 anos. O MST São Paulo presta uma singela homenagem a essa lutadora incansável nos deixou em janeiro, mas seguirá sempre em nossos corações e lutas.
Hoje plantaremos muitas Neusas!

domingo, 6 de março de 2022

A revolução será feminista ou não será - Por Elenira Vilela*


 

Na maioria das organizações as mulheres aceitam cada dia menos o papel de coadjuvantes. Isso significa que nas lutas populares, nas ruas, nas redes e nas eleições a questão feminista tem que ser colocada no centro, a participação das mulheres tem que ser incentivada, garantida, fomentada, respeitada e com o devido protagonismo.

Mais um 8 de março e no Brasil temos números recordes de feminicídio, de violências, de estupros, vivemos um recrudescimento de pautas misóginas como o estatuto do nascituro e revogação do aborto legal. Mas, de alguma forma, seria um alento se esse fosse um problema brasileiro. No mundo inteiro o recrudescimento da direita, do fascismo, da xenofobia e das cruzadas religiosas – não somente cristãs, pois se considerarmos os casos de Israel e Índia vemos que o problema é das estruturas religiosas e não de uma religião ou igreja específica – vem tornando a vida das mulheres mais difícil e perigosa.

Vivemos uma tentativa de retrocesso e perda de muitos direitos que já haviam sido conquistados. E digo que seria um alento se fosse somente no Brasil porque poderíamos estar lidando com algo possível de se enfrentar nacionalmente. Mas se esse recrudescimento deve ser enfrentado nacionalmente, ele só será derrotado internacionalmente.

Essa percepção remete à tão repetida – quanto atual e representativa – frase de Simone de Beauvoir: “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante por toda a sua vida”.

Agora considere que a crise é estrutural, uma crise do modo de produção com reflexos que a torna uma crise que se espraia nas dimensões econômica, política, religiosa, humanitária, de direito internacional e ambiental. O capitalismo se vira contra as mulheres e por muitos argumentos volta a nos tornar as inimigas sociais, as que pervertem, as que ameaçam, as que desestruturam (como se o sistema não fizesse isso por si) e contra nós são usados argumentos religiosos, pseudocientíficos, de defesa da tradição, argumentos para justificar o aumento progressivo da dominação de nossos corpos, de nossas capacidades, de nossa vontade, de nosso peso político e econômico, de nossa presença, inclusive.

Mas esse é um imenso processo de luta política porque a resistência é enorme nos diversos aspectos da vida cultural e social, nas comunidades nas quais nossas lutas foram vitoriosas, onde os direitos foram conquistados e nossa organização tornou-se estruturada e consistente.

Em toda a história da humanidade não existe processo de ruptura política que não tenha contado com participação significativa – no mínimo – e, bastante frequentemente, com protagonismo das mulheres nessas lutas. A expulsão dos yankees do Vietnã ou a Revolução Russa, entre muitas outras que é possível citar, teriam sido impossíveis sem a atuação das mulheres em todos os âmbitos: de análise e estratégia política e militar, de atuação na manutenção da coesão social e organização política, na produção de alimentos e insumos e nas frentes de batalha.

Quando o movimento feminista internacional passa a afirmar categoricamente que a revolução socialista ou será feminista ou não será, compreendo que há três aspectos essenciais.

1. Numérico

Parece ridículo reafirmar, mas não é possível libertar a classe trabalhadora se mais de sua metade estiver acorrentada duplamente. E não luta pela libertação contra a exploração capitalista quem permanece acorrentada pelo machismo e pela misoginia. Sim, somente uma mudança qualitativa na intervenção das mulheres na organização da classe trabalhadora permitirá um aumento quantitativo na linha de frente e de retaguarda das mulheres na luta. Obviamente é sabido que não é a totalidade da classe que luta, mas não será possível a libertação sem participação dos seus segmentos constituintes. Assim como foi essencial a participação organizada de operários e camponeses, também foi e é essencial a participação de homens e mulheres.

2. Estratégico

Para o capitalismo as mulheres detêm um poder que sempre colocou em risco o sistema. E não somente o capitalismo, mas o feudalismo e qualquer outro modo de produção baseado na exploração e na luta de classes: a reprodução da população humana, no caso do capitalismo especificamente da força de trabalho. Esses sistemas sempre se dedicaram com afinco a domarem os corpos e comportamentos das mulheres porque a acumulação de capital (e as formas de dominação anteriores) dependem da exploração do trabalho humano e da natureza. É preciso – na construção e sustentação ideológica do capitalismo – manter as mulheres sentindo-se fracas e impedidas de participar das esferas públicas de decisão e organização, para que elas não possam usar do poder que têm em relação à produção e reprodução da força de trabalho[i].

O capitalismo não escolhe seus inimigos aleatoriamente. A dominação dos corpos das mulheres é uma exigência do sistema. Seguindo o mesmo raciocínio sobre o que torna os operários sujeitos políticos da revolução, é possível perceber que as mulheres também o são. Mais ainda, a luta pela superação do capitalismo e pela construção de uma sociedade socialista ou comunista precisa ser feminista ou a construção dessa sociedade jamais será efetivada.

É óbvio que nem todo feminismo é socialista, nem mesmo anticapitalista. Não se questiona isso. E o feminismo liberal pouco interessa à luta da maioria das mulheres porque quando consegue avanços, estes são restritos a poucas mulheres e costumam ser os mais frágeis diante do retrocesso. O que se sustenta aqui é que não é possível construir a superação do capitalismo sem a participação das mulheres e sem que a luta feminista seja parte constituinte da luta pela superação do capital[ii].

Nesse sentido não é mais possível admitir entre nós na esquerda os falsos argumentos de que a luta feminista é uma luta que atrapalha a construção do socialismo porque desvia o foco. Esse pseudoargumento demonstra uma falsa compreensão da realidade. Esses dois aspectos são inseparáveis, como o combate ao racismo é inseparável da luta por direitos e liberdade no Brasil e em tantos outros países, como em Israel. Outro pseudoargumento é que essa é uma luta identitária ou uma pauta de costumes, denotando uma enorme falta de compreensão da situação. Essa é uma luta de vida ou morte e é uma luta por poder. Esse é um dos aspectos da luta democrática, passo estratégico na luta pela superação do capitalismo.

Todos os ataques capitalistas aprofundam as contradições internas do capitalismo e de maneira mais incisiva e cruel atingem a vida das mulheres em todo o globo. A destruição do meio ambiente, impondo a falta de água potável e a dificuldade de produção local de alimentos para a subsistência, por exemplo, o aumento da fome e do desemprego, a fragilização de direitos previdenciários, o desmonte dos sistemas de educação, atenção à saúde e de assistência públicos, a retirada de direitos trabalhistas, entre muitos outros processos que vivemos, atingem mais duramente as mulheres.

Nós vivemos com salários menores, mas a maioria nem sequer tem salário ou emprego; nós estudamos mais e mesmo assim temos menos representação em cargos de direção; quando os homens idosos ficam sem assistência de saúde e previdenciária é uma mulher que abre mão do emprego pra cuidar dele e quando uma creche fecha é uma mulher que fica sem emprego ou abandona os estudos pra cuidar das crianças; quando falta água, são as mulheres que têm que andar até mais longe com latas na cabeça pra buscar água. Isso tudo sem parar de contribuir com a renda familiar: pejotização, precariado, uberização, terceirização, empreendedorismo de fachada.

Nada disso é novidade para os milhões de mulheres que plantavam e beneficiavam o que colhiam para vender, que trabalham em fazer doces ou costurar, que trabalham em casa com softwares ou vendas por revistas enquanto cuidam das famílias e lares, que trabalham com o setor de serviços sem contrato nem direitos (de manicures a representantes comerciais, de pedreiras a trabalhadoras domésticas, de pesquisadoras – estudantes de pós-graduação com bolsa às que trabalham no transporte de crianças etc.). As mudanças concretas na estruturação e formas de exploração da classe trabalhadora impõe mudanças táticas e estratégicas na superação do capitalismo e na construção do socialismo, não compreender o papel estratégico da luta feminista é impossibilitar a vitória dos explorados sobre os exploradores.

3. Tático

Atualmente, a importância fundamental da luta feminista contra o avanço do fascismo salta aos olhos. A luta feminista tem ganhado relevância em processos como o enfrentamento à eleição de Donald Trump, a luta contra a xenofobia, a defesa das nações invadidas pelo imperialismo, a luta contra os retrocessos nas pautas ambientais, a luta contra os golpes e a fragilização ou destruição das democracias burguesas, especialmente na América Latina.

Emergem grandes lideranças de mulheres e feministas (com suas particularidades e nem todas com perfil socialista) desde Malala, Ângela Davis (que não emergiu agora, mas ganhou muito destaque), Judith Butler, Chimamanda Ngozi Adichie, Gretha Thunberg, Patricia Arce, Alexandría Ocásio Cortéz, Theresa Kachindamoto, Juana Payaba, entre muitas outras. O capitalismo e o autoritarismo sabem tanto da importância que tem tratado de assassinar e encarcerar muitas delas, como Marielle Franco, Juana Ramirez Santiago, Daniela Carrasco, Farkhunda Malikzada, María Eugenia Choque Quispe, Khalida Jarrar, Ahed Tamimi entre literalmente milhares de outras.

Em 2017 aconteceu uma virada. O 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, ganhou outra conotação. Diante de grandes atos feministas em muitas partes do mundo em 2016, destacando o ato das Argentinas contra o estupro e assassinato de uma jovem consagrando a campanha Ni Una a Menos, as imensas passeatas antiTrump nos EUA, os protestos contra a proibição ao aborto na Polônia e as manifestações de mulheres do Fora Cunha no Brasil, entre outras, foi feito um chamado pelo “8M Greve Internacional de Mulheres – se nossas vidas não importam, que produzam sem nós” de enfrentamento ao machismo, misoginia e patriarcado, de caráter clara e explicitamente anticapitalista (que costuma ser consenso sem debate, como um pressuposto dado e fácil pra todas as militantes) e na luta na defesa da vida e dos direitos das mulheres.

A partir desse chamado o movimento internacional de mulheres ganhou nova articulação e uma condição privilegiada de enfrentar o retorno do fascismo internacionalmente, seguindo o lema de Brecht de que se enfrenta o fascismo lutando contra o capitalismo. Não é por acaso que das maiores mobilizações no Brasil contra o golpe, Temer, o fascismo e a quebra da democracia que representa o Bolsonaro foram organizadas a partir do movimento de mulheres. Além do Fora Cunha, das lutas contra o golpe e das enormes mobilizações dos 8M de 2017, 2018M Tempo de Rebelião contra a Reforma da Previdência e 2019 8Marielle, ainda foi o movimento feminista que construiu o #Elenão e nas periferias é entre as mulheres que Bolsonaro tem votações bem menores.

No atual momento histórico é fundamental que a esquerda pare de colocar essa como uma questão secundária e, pelo contrário, priorize a participação de mulheres e, principalmente, a luta feminista como sua de conjunto.

Já faz tempo em que na maioria das organizações as mulheres aceitam cada dia menos o papel de coadjuvantes. Isso significa que nas lutas populares, nas ruas, nas redes e nas eleições a questão feminista tem que ser colocada no centro, a participação das mulheres tem que ser incentivada, garantida, fomentada, respeitada e com o devido protagonismo. Devia ser pelo simples reconhecimento que não podemos aceitar uma sociedade que mata pessoas porque elas nasceram mulheres, porque elas não aceitam ser propriedade de outras pessoas (o nome disso seria escravidão?), porque elas sofrem violências terríveis desde a mais tenra infância, porque é injusto que alguém tão competente não possa assumir os postos de direção pelo gênero que tem ou que mesmo tendo formação maior fique com a parte menor da riqueza que produz, sendo superexploradas. Mas é também porque sem nós mulheres será impossível conquistar a liberdade da classe trabalhadora, será impossível tomar os meios de produção. Por tanto repetimos, pedindo licença poética:

Trabalhadoras e trabalhadores de todo o mundo, uni-vos na revolução!

Revolução que será feminista ou não será!

Até que construamos o que Rosa de Luxemburgo no ensinou: “Um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.

*Elenira Vilela é professora e membro da direção nacional do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE).

quinta-feira, 3 de março de 2022

PELA VIDA DAS MULHERES POR UM BRASIL SEM MACHISMO, RACISMO, HOMOFOBIA E SEM FOME


O Coletivo Popular Judeti Zilli (PT), juntamente com a ONG Casa da Mulher, convida para atividade do Dia Internacional da Mulher, momento de reflexão, celebração e manifestação em defesa dos direitos e de políticas públicas voltadas para às mulheres.

PRÓXIMO SÁBADO DIA 5/03 DAS 10 ÀS 14 HORAS
AV. DEMÉTRIO CHAGURI ESQUINA COM AV. GENERAL EUCLIDES FIGUEIREDO - QUINTINO FACCI II

Apresentações culturais, confecções das Bonecas Abayômis, poesias, músicas relacionadas ao tema das mulheres, grafitagem com mulheres, tenda dos turbantes, sarau e muito mais!

Por um Brasil sem machismo, racismo, homofobia e sem fome!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Voto feminino completa 90 anos no Brasil


Hoje, dia 24 de fevereiro de 2022, comemoramos os 90 anos do voto feminino no Brasil, conquista oriunda da luta do movimento sufragista de mulheres como Bertha Lutz e inúmeras outras mulheres. Apesar dessa conquista fundamental, ainda temos um percurso muito longo a percorrer.

O Coletivo Popular Judeti Zilli (PT) fez um levantamento aqui em Ribeirão Preto, de uma analise crítica da situação das mulheres na política.
Na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, entre os anos de 1948-2021, tiveram 386 mandatos de vereança, sendo que, somente,
20 mandatos de vereadoras mulheres, como descrito a seguir:
1º Legislatura 1948-1951 - 31 homens 0 mulher;
2º Legislatura 1952-1955 - 20 homens 1 mulher (1º mulher
eleita: Evangelina Pujol Passig);
3º Legislatura 1956-1959 - 21 homens 0 mulher;
4º Legislatura 1960-1963 - 21 homens 0 mulher;
5º Legislatura 1964-1969 - 21 homens 0 mulher;
6º Legislatura 1969-1973 - 18 homens 0 mulher;
7º Legislatura 1973-1977 - 18 homens 0 mulher;
8º Legislatura 1977-1983 - 19 homens 0 mulher;
9º Legislatura 1983-1988 - 19 homens 0 mulher;
10º Legislatura 1989-1992 - 21 homens 0 mulher;
11º Legislatura 1993-1996 - 19 homens 2 mulheres (Delvita
PSDB e Joana Leal PT);
12º Legislatura 1997-2000 - 18 homens 3 mulheres (Dárcy
Vera PPB, Joana Leal PT e Silvana Resende PSDB);
13º Legislatura 2001-2004 - 18 homens 3 mulheres (Dárcy
Vera PFL, Joana Leal PT e Silvana Resende PSDB);
14º Legislatura 2005-2008 - 18 homens 3 mulheres (Dárcy
Vera PFL, Fátima Rosa PT e Silvana Resende PSDB);
15º Legislatura 2009-2012 - 19 homens 2 mulheres (Silvana
Resende PSDB e Gláucia Berenice PSDB);
16º Legislatura 2013-2016 - 20 homens 2 mulheres (Gláucia
Berenice PSDB e Viviane Alexandre PPS);
17º Legislatura 2017-2020 - 26 homens 1 mulher (Gláucia
Berenice PSDB);
18º Legislatura 2021-2024 - 19 homens 3 mulheres (Coletivo
Popular Judeti Zilli PT, Duda Hidalgo PT e Gláucia Berenice DEM)

A luta por conquistas de direitos das mulheres ainda não cessou, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, nas eleições municipais de 2020 em Ribeirão Preto, tivemos 2 candidatas mulheres e 9 candidatos homens ao cargo de Prefeito, 209 candidatas mulheres e 423 candidatos homens aos cargos de vereador, sendo 79% das candidatas mulheres com Ensino Médio Completo ou Curso Superior Completo e 66% das candidatas são autodeclaradas brancas, em outras palavras, apenas 30% das candidatas se autodeclaram negras (Pretas+Pardas) e apenas 13% das candidatas não completaram o Ensino Médio e ingressaram no curso Superior, apresentando a importância de discutirmos um feminismo interseccional que aponte a ligação entre Gênero/Raça/Classe.
O que você pensa sobre este tema, mande sua opinião.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

DOM ANGÉLICO, BISPO PROFETA DOS POBRE E DA JUSTIÇA



Dom Angélico Sândalo Bernardino receberá da Câmara Municipal, Título de Cidadão Ribeirão Preto, proposto pelo Coletivo Popular Judeti Zilli (PT), o projeto foi aprovado na sessão de 22 de fevereiro de 2022 e a partir de agora podemos preparar uma linda celebração.

Dom Angélico chegou em Ribeirão em maio de 1953, quando saiu do seminário do Ipiranga, em São Paulo, inicialmente indo morar numa pensão da rua General Osório.

Andava de bicicleta; depois de lambreta, até que ganhou um Volks Fusca “Pé de Boi”. Começou a trabalhar no jornal Diário de Notícias. Torna-se redator e mais tarde assume a direção do jornal. Padre Angélico sempre contou com o jornal como uma “arma” para lutar, denunciando profeticamente os acontecimentos, injustiças sociais e políticas. Dava presença religiosa na Vila Carvalho, celebrando a missa aos domingos em baixo de uma árvore, visita as famílias pobres moradoras em barracos que sofriam com a fome, e as doentes.

Assim, em 1966 inicia a sua presença no bairro promovendo curso profissionalizante para pedreiros. O curso era realizado em baixo da “árvore de oração”, onde foi construído o “Salão Capela”, que passou a se chamar “Deus é Amor”.

A marca de Dom Angélico era nunca trabalhar sozinho; sabia atrair e convidar pessoas e grupos para a missão que ia assumindo. Sempre teve o compromisso com os pobres. Então, nas horas “livres”, percorria a periferia da cidade onde entendia as necessidades reais das pessoas.

Com a equipe de leigos construiu o Bom Samaritano na avenida Mogiana, que funcionou como ambulatório de saúde. Ao lado construiu uma residência para as irmãs missionárias que vieram para residir no local e continuar os trabalhos na comunidade. Dom Angélico passou a residir numa casinha atrás da igreja até setembro de 1974, quando o Papa Paulo XI o nomeou Bispo Auxiliar de São Paulo.

Com a provação da homenagem, o Coletivo Popular Judeti Zilli (PT) inicia uma jornada de construção deste evento junto às comunidades e uma série de reuniões e diálogos sobre a vida e obra de Dom Angélico.

Convidamos você para participar desta jornada. Entre em contato e vem com agente.

Pauta da sessão - 19 de outubro de 2023

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